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Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso
Título: O Uso da inteligência artificial como potencial no diagnóstico de leucemia mieloide aguda
Autor(es): Silva, Thayara Reis
Primeiro Orientador: Pinto, Giovanny Rebouças
Resumo: Introdução: A Leucemia Mieloide Aguda (LMA) é um câncer com alta heterogeneidade clínica, morfológica e molecular, caracterizado pela presença de ≥20% de mieloblastos no sangue periférico ou na medula óssea. Técnicas como citogenética, imunofenotipagem e genética molecular são amplamente utilizadas no diagnóstico. No entanto, devido às limitações dessas abordagens, estudos têm aplicado inteligência artificial (IA) para analisar imagens laboratoriais, o que possibilita diagnósticos mais rápidos e precisos, além de auxiliar na tomada de decisão médica. Objetivo: Investigar o potencial da Inteligência Artificial aplicada ao diagnóstico da Leucemia Mieloide Aguda. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, com busca realizada nas bases de dados PubMed/Medline e EMBASE, utilizando as palavras-chave: “diagnosis”, “machine learning”, “artificial intelligence” e “acute myeloid leukemia”, abrangendo publicações entre 2010 e 2024. Resultados e Discussão: Este estudo evidencia a eficácia de técnicas de IA no diagnóstico de LMA, como a Convolutional Neural Networks, que obteve área sob a curva (AUC) de até 97% na análise de imagens, enquanto a Linear Discriminant Analysis alcançou 94% de precisão na identificação de mieloblastos. A Multiparameter Flow Cytometry mostrou alta consistência com análises manuais (kappa = 96,3). Modelos simplificados, como Artificial Intelligence Prediction of Acute Leukemia, atingiram AUC de 89% em ambientes de baixa infraestrutura, enquanto técnicas avançadas, como Random Forest (RF) combinadas com Support Vector Machine e Convolutional Neural Networks, alcançaram até 99,8%, com destaque para os diagnósticos pediátricos. Já a regressão Least Absolute Shrinkage and Selection Operator e Gradient Boosting Trees mostraram alta precisão e eficiência na estratificação de risco e previsão de sobrevida, com AUC de 99% e 80-85%, respectivamente. Conclusão: A IA oferece benefícios como maior precisão, padronização e agilidade nos diagnósticos, mas enfrenta desafios relacionados à qualidade dos dados, integração clínica e aceitação profissional, ressaltando a necessidade de validação externa e treinamento contínuo.
Abstract: Introduction: Acute Myeloid Leukemia (AML) is a cancer with high clinical, morphological, and molecular heterogeneity, characterized by the ≥20% of myeloblasts in peripheral blood or bone marrow. Thus, cytogenetics, immunophenotyping, and molecular genetics are widely used in diagnosis. However, due to the limitations of these approaches, studies have applied artificial intelligence (AI) to analyze laboratory images, enabling faster and more accurate diagnoses and medical decision-making. Objective: To investigate the potential of artificial intelligence applied to diagnose acute myeloid leukemia. Methodology: This is a systematic literature review. We searched the PubMed/Medline and EMBASE databases using the keywords diagnosis, machine learning, artificial intelligence, and acute myeloid leukemia, covering publications between 2010 and 2024. Results and Discussion: This study highlights the effectiveness of AI techniques in diagnosing AML, as well as Convolutional Neural Networks, which obtained an area under the curve AUC of up to 97% in image analysis, while Linear Discriminant Analysis achieved 94% accuracy in identifying myeloblasts. Multiparameter Flow Cytometry showed high consistency with manual analyses (kappa = 96.3). Simplified models, such as Artificial Intelligence Prediction of Acute Leukemia, achieved an AUC of 89% in low-infrastructure environments, advanced techniques, such as Random Forest combined with Support Vector Machine and Convolutional Neural Networks, achieved up to 99.8%, with emphasis on pediatric diagnostics. On the other hand, the Least Absolute Shrinkage and Selection Operator and Gradient Boosting Trees regression showed high accuracy and efficiency in risk stratification and survival prediction, with AUC of 99% and 80-85%, respectively. Conclusion: AI offers benefits such as increased accuracy, standardization, and diagnosis agility but faces challenges related to data quality, clinical integration, and professional acceptance, underscoring the need for external validation and continuous training.
Palavras-chave: Aprendizado de máquina;
Câncer hematológico;
Detecção;
Medula óssea.
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Sigla da Instituição: UFDPar
Instituto: Departamento 1
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://dspace.ufdpar.edu.br/jspui/handle/prefix/799
Data do documento: 13-dez-2024
Aparece nas coleções:Bacharelado em Ciências Biomédicas

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